Produtividade de batata-doce em função de diferentes materiais de plantio e espaçamentos entre plantas

Amarílis Beraldo Rós, Nobuyoshi Narita, João Carlos dos Santos Navarro, Maurício Dominguez Nasser

Resumo


A implantação da cultura da batata-doce ocorre por meio do uso de segmentos do caule (ramas). Quando há pouco material vegetativo, podem-se cultivar plantas para produzir as ramas necessárias. Como essa produção representa custo, é importante verificar se as plantas oriundas de miniestacas enraizadas produzem raízes co­merciais. Assim, o trabalho teve por objetivo comparar as produtividades e formatos de raízes tuberosas de plantas oriundas de miniestacas enraizadas (mudas de bandeja) e de ramas não enraizadas em função do espa­çamento entre plantas na linha (0,2; 0,3 e 0,4 m). A utilização de ramas promoveu maiores produtividades total e comercial e número de raízes que a utilização de miniestacas, independentemente do espaçamento. As plantas oriundas de miniestacas cultivadas nos espaçamentos 0,2 e 0,3 m apresentaram semelhantes produtividades total e comercial (médias de 18 e 14 t ha-1, respectivamente), mas valores maiores em relação ao espaçamento 0,4 m. As produtividades total (30 t ha-1) e comercial (22,5 ha-1) de plantas oriundas de ramas não diferiram entre os espaçamentos. O material de plantio utilizado não alterou o formato das raízes tuberosas, mas as plantas oriundas de miniestacas apresentaram raízes tuberosas com maior massa fresca. Logo, áreas cultivadas com plantas oriundas de miniestacas apresentam produções comerciais de raízes tuberosas, sendo mais indicado o espaçamento de 0,3 m entre plantas.


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DOI: http://dx.doi.org/10.15361/1984-5529.2021v49n1p36-41