Resposta produtiva do meloeiro sob diferentes lâminas de água e doses de nitrogênio

Agenor Francisco Rocha Junior, Francisco Edinaldo Pinto Mousinho, Cristiana Araujo Soares, Edilson Ramos Gomes, Marcos Emanuel da Costa Veloso, Adeodato Ari Cavalcante Salviano

Resumo


Embora o Estado do Piauí possua boas condições edafoclimáticas para o cultivo do meloeiro, ainda são poucas as informações técnicas e científicas da correta quantidade de água e de adubação nitrogenada para a cultura do melão que, por sua vez, representem melhor retorno econômico. Diante disto, o objetivo do presente trabalho foi avaliar a resposta produtiva do meloeiro a aplicação de diferentes lâminas de água e de adubação nitrogenada nas condições edafoclimáticas de Teresina, Piauí. O delineamento estatístico foi o de blocos ao acaso, com parcelas subdivididas e quatro blocos, sendo que as parcelas tinham cinco níveis de irrigação (L1, L2, L3, L4 e L5), correspondendo a 0,35; 0,7; 1,0; 1,5 e 2,0 vezes a evapotranspira­ção da cultura (ETc), respectivamente, e as subparcelas continham quatro doses de nitrogênio (N0, N1, N2 e N3), correspondentes a 0; 75; 150 e 300 kg ha-1 de N, respectivamente. Utilizou-se do híbrido de meloeiro “Goldex”, plantado no espaçamento de 2,0 m entre linhas e 0,25 m entre plantas. Verificou-se que os fato­res água e nitrogênio apresentam efeito significativo sobre a produtividade do melão, enquanto a interação entre os fatores não é significativa. A máxima produtividade estimada foi de 28.752,3 kg ha-1, obtido com a aplicação de 675 mm de água e 199,1 kg ha-1 de nitrogênio. Já a máxima receita líquida estimada (R$ 4.247,60) foi obtida com nível de produtividade de 28.517,50 kg ha-1, aplicando 597,1 mm de água e 198,3 kg ha-1 de N.

 

Palavras-chave adicionais: Cucumis melo L.; evapotranspiração; irrigação localizada.


Palavras-chave


Cucumis melo L., irrigação localizada, evapotranspiração

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DOI: http://dx.doi.org/10.15361/1984-5529.2016v44n2p217-225