Caracteres morfofisiológicos e produtividade da soja em razão da desfolha no estádio vegetativo

Velci Queiróz de Souza, Maicon Nardino, Diego Nicolau Follmann, Carlos André Bahry, Braulio Otomar Caron, Paulo Dejalma Zimmer

Resumo


O objetivo do trabalho foi avaliar o efeito da desfolha artificial nos estádios vegetativos sobre o número de estruturas reprodutivas na soja, e por consequência, o rendimento de grãos. Este estudo foi conduzido na área experimental da UFSM, Câmpus de Frederico Westphalen-RS, na safra de 2010/2011. A cultivar de soja Roos Camino RR foi submetida aos seguintes tratamentos de desfolha: T1: sem desfolha; T2: remoção do par de folhas unifolioladas no estádio fenológico V4; T3: T2 + remoção do 1o trifólio em V5; T4: T3 + remoção do 2o trifólio em V6; T5: T4 + remoção do 3o trifólio em V7; T6: T5 + remoção do 4o trifólio em V8; T7: T6 + remoção do 5o trifólio em V9. As variáveis analisadas foram: índice de clorofila das folhas (mensurado nos terços superior, médio e inferior das plantas), nos estádios vegetativos V4, V5, V6, V7, V8 e V9; número de flores na floração plena; número de legumes no estádio R4; e legumes totais em R8. Foi efetuada análise de variância e, na presença de efeitos significativos para a interação, os fatores de tratamentos foram desmembrados aos efeitos simples; na ausência de significância, desmembraram-se os efeitos principais. O índice de clorofila não é afetado pela desfolha. O desfolhamento nos estádios vegetativos reduz o número de flores, porém tais reduções são compensadas pela menor abscisão de flores remanescentes e maior fixação de legumes. Os níveis de desfolhamento não influenciam no número de legumes totais e no rendimento de grãos da soja.


Palavras-chave


Folhas, fotossíntese, Glycine max.

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DOI: http://dx.doi.org/10.15361/1984-5529.2014v42n3p216-223