Adição de espermidina na germinação de sementes de duas forrageiras sob estresse osmótico

Luiz Felipe Gevenez de Souza, Maria Leticia Guindalini Melloni, Adriano Carlos Fernandes, Durvalina Maria Mathias dos Santos

Resumo


O presente trabalho teve por objetivo verificar se a aplicação exógena de espermidina (Spd) atenua os efeitos da restrição hídrica na germinação de sementes das leguminosas forrageiras alfafa cv. Crioula e labe-labe cv. Rongai. O delineamento experimental utilizado foi o inteiramente casualizado, com quatro repetições de 20 sementes. Os potenciais osmóticos de PEG 6.000 (ys), com valores de pressão em MPa, usados para simular as condições de estresse osmótico, foram: 0,0 MPa (controle); -0,2 Mpa; -0,4 Mpa, e -0,6 MPa. Para avaliar a influência da poliamina nos referidos potenciais osmó­ticos, foram preparadas soluções contendo 0,5 mM de Spd. Para o 4o e 10o dias foi avaliadas a taxa de germinação e realizado o cálculo de P50. No 10o dia, também foi avaliada a massa de matéria seca das partes vegetativas. No 30o dia, foi instalado um segundo experimento para avaliar a germinação de sementes, sendo determinados o Índice de Velocidade de Germinação (IVG), o Tempo Médio de Germinação (TM) e o Sucesso de Germinação (T50). Constatou-se que o estresse osmótico causou redução na porcentagem de germinação de ambas as forrageiras. A utilização de espermidina exó­gena atenua os efeitos da restrição hídrica no vigor das sementes de alfafa cv. Crioula. Quanto menor a quantidade de água no substrato, menor é o Índice de Velocidade de Germinação de ambas as culturas, isto é, menor é o vigor das sementes em substrato com elevado estresse osmótico. 

 


Palavras-chave


poliamina, velocidade de germinação, estresse hídrico.

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DOI: http://dx.doi.org/10.15361/1984-5529.2012v40n1p47+-+58