Osmoprotetores em cana-de-açúcar sob efeito da disponibilidade hídrica no solo

Rafaela Josemara Barbosa Queiroz, Durvalina Maria Mathias dos Santos, Samira Domingues Carlin, Adão Marim, David Ariovaldo Banzatto, Jairo Osvaldo Cazetta

Resumo


Este trabalho teve como objetivos quantificar os teores dos osmoprotetores, trealose e prolina livre, em cultivares de cana-de-açúcar (cv. IAC91-2195 e cv. IAC91-5155) submetidas a diferentes níveis de disponibilidade hídrica no solo e verificar se podem ser usados como marcadores bioquímicofisiológicos para diferenciar estas cultivares quanto à tolerância à deficiência hídrica. O experimento foi conduzido em casa de vegetação climatizada (29,7 ± 43 oC e 75,0 ± 10,1% UR) durante 60 dias, no delineamento experimental em blocos ao acaso, com quatro repetições, em esquema fatorial 2x3x2 (cultivares x disponibilidade hídrica x períodos de crescimento). As gemas foram cultivadas sem qualquer restrição hídrica em um Latossolo Vermelho, textura média, até 40 dias após o plantio, quando foram transplantadas para vasos (12 dm3) contendo o mesmo solo e submetidas a três níveis de disponibilidade hídrica do solo: 55% (sem estresse), 40% (estresse moderado) e 25% (estresse severo), mantidos pelo método das pesagens, durante 60 dias. A diminuição da DHS resultou em um incremento do teor da prolina livre e da trealose nas folhas da cv. IAC91-5155. Estes resultados confirmam a tolerância relativa à seca da cv. IAC91-5155. A trealose e a prolina livre podem ser usadas como marcadores bioquímico-fisiológicos de tolerância ao estresse hídrico para a cv. IAC91- 2195 e a cv. IAC91-5155.

Palavras-chave adicionais: ajustamento osmótico; trealose; prolina; seca; Saccharum spp.


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DOI: http://dx.doi.org/10.15361/1984-5529.2008v36n2p107+-+115