Germinação in vitro do pólen de Theobroma grandiflorum (Willdenow ex Sprengel) Schumann

Isaac Cohen Antonio

Resumo


Foram caracterizados cinco estádios da antese da flor de cupuaçuzeiro, com o objetivo de desenvolver uma técnica para teste de germinação in vitro do pólen, determinar sua longevidade e qual o melhor estádio para a coleta de pólen fresco para ser usado em polinizações controladas. Verificou-se que o tamanho da amostra para a contagem dos grãos de pólen não precisa ser maior que 300 grãos. Observou-se que grãos de pólen provenientes de estames de uma mesma flor não apresentam germinação uniforme. O estádio da antese que apresenta maior quantidade de pólen viável é o E (cerca de duas horas depois do início da antese, quando a flor se encontra completamente aberta). O pólen conservado no botão floral sob condições ambientes permanece com maior viabilidade até 3 horas após ser retirado da planta (LSD 5%) e pode germinar até 72 horas depois, quando, então, sua viabilidade é baixa, em torno de 5%. Vários meios líquidos e sólidos foram testados contendo soluções de glicose, sacarose, galactose e lactose em várias concentrações com e sem ácido bórico, sendo o melhor meio, para a germinação de pólen de cupuaçuzeiro, o que contém 5% de lactose mais ácido bórico a 0,0% e ágar a %, com pH 6,, onde o pólen desenvolveu bem o tubo polínico. A contagem deve ser feita em até cerca de duas horas, em temperatura ambiente entre 29 e 30 ºC; após esse tempo, o tubo se desenvolve muito, dificultando a contagem.Palavras-chave adicionais: cupuaçuzeiro; polinização artificial; viabilidade do pólen.

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DOI: http://dx.doi.org/10.15361/1984-5529.2004v32n2p101-106