Atmosfera controlada, absorção de etileno e aplicação de 1-MCP durante o armazenamento de pêssegos ‘Eragil’.

Auri Brackmann, Vanderlei Both, Elizandra Pivotto Pavanello, Rogério de Oliveira Anese, Jorge Roque Alves dos Santos

Resumo


O objetivo do trabalho foi avaliar o efeito de diferentes concentrações de O2 e CO2 em atmosfera controlada, além da associação com absorção de etileno e aplicação de 1-metilciclopropeno (1-MCP), sobre a manutenção da qualidade de pêssego ‘Eragil’. Os tratamentos foram: (1) armazenamento refrigerado (AR); (2) atmosfera controlada (AC) com 2,0 kPa O2 + 8,0 kPa  CO2; (3) 1,5 kPa O2 + 8,0 kPa  CO2; (4) 1,0 kPa O2 + 8,0 kPa CO2; (5) 2,0 kPa O2 + 10,0 kPa CO2; (6) 1,5 kPa O2 + 10,0 kPa CO2; (7) 2,0 kPa O2 + 8,0 kPa  CO2 + absorção de etileno (AE); (8) 2,0 kPa O2 + 8,0 kPa CO2 + aplicação de 1-metilciclopropeno (1-MCP). Após oito semanas de armazenamento a -0,5 ºC, mais quatro dias em 20 ºC, os frutos em condições de AC estavam menos lanosos, com menor incidência de podridões e menor escurecimento interno quando comparados aos do AR. Em função da maior atividade metabólica durante o período de armazenamento, os frutos sob AR produziram menos etileno no período pós-armazenamento, quando comparados aos armazenados em AC, o que justifica a maior lanosidade dos frutos em AR, uma vez que o etileno é necessário para que ocorra a reversão da lanosidade. Apesar da maior firmeza de polpa dos frutos tratados com 1-MCP, não se observaram vantagens adicionais na conservação de pêssegos ‘Eragil’. A absorção de etileno nas câmaras de armazenamento também não melhorou a conservação em relação à AC isolada. A AC com 1,0 a 2,0 kPa de O2 e 8,0 kPa de CO2 foi a mais eficiente na manutenção da qualidade dos frutos.


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DOI: http://dx.doi.org/10.15361/1984-5529.2013v41n2p156-163