Interação entre cultivar de amoreira e estádio de desenvolvimento da planta na produção do bicho-da-seda (Bombyx mori L.)

Antonio José Porto

Resumo


Conduzido na Unidade de Pesquisa e Desenvolvimento de Gália-SP, APTA/ SAA, no outono de 2005, o experimento teve por objetivo avaliar o efeito da interação entre cultivares de amoreira (IZ 56/4, IZ 40, IZ 0/4 e Korin) e o estádio de desenvolvimento vegetativo em que as plantas foram utilizadas (7, 0 e 3 semanas), sobre a produção do bicho-da-seda. O delineamento experimental adotado foi o inteiramente casualizado, em esquema fatorial 3X4, com cinco repetições. O tratamento onde se utilizou a cultivar Korin produziu melhor resultado que os tratamentos com as cultivares IZ 0/4 e IZ 40, quanto ao peso de casulo, sendo que, para peso de crisálida, superou o tratamento com a cultivar IZ 0/4. A variação no estádio de desenvolvimento vegetativo da planta não trouxe efeito significativo no desempenho do bicho-da-seda, quanto ao peso do casulo (PC), peso da crisálida (PCr), teor de seda (TS), número de casulos por quilograma de amostra (NC/kg), porcentagem de encasulamento (PE) e porcentagem de casulos desclassificados (CD). Maior peso de casca sérica foi obtido quando as lagartas receberam ramos da cultivar IZ 56/4 com 0 e 3 semanas de desenvolvimento vegetativo e ramos da cultivar Korin com 0 semanas, embora não diferindo do tratamento onde se utilizoram ramos com 7 semanas. Foi verificada elevação na quantidade de ramos gastos por lagarta, quando os cultivares IZ 56/4 e IZ 40 foram utilizadas com 3 semanas de desenvolvimento vegetativo e quando as cultivares IZ 0/4 e Korin foram utilizadas com 0 semanas. Palavras-chave adicionais: casulo; casca sérica; desempenho produtivo; lagarta.

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DOI: http://dx.doi.org/10.15361/1984-5529.2008v36n1p72+-+80