Estabilidade e adaptabilidade de cultivares transgênicas e convencionais de soja, na região dos Chapadões

Jefferson Luis Anselmo, João Antonio da Costa Andrade, Edson Lazarini, Denis Santiago da Costa, Aguinaldo José Freitas Leal

Resumo


O objetivo do trabalho foi verificar a estabilidade e adaptabilidade de cultivares transgênicas e convencionais de soja na região dos Chapadões, em diversos ambientes de produção, envolvendo locais e épocas de semeadura. Os experimentos foram instalados em Chapadão do Sul-MS, Água Clara-MS e Chapadão do Céu-GO, na safra 2006/07. Foram avaliadas 20 cultivares, sendo 0 convencionais e 0 transgênicas (RR). Os ambientes de produção corresponderam às combinações de locais e épocas de semeadura, sendo quatro épocas em Chapadão do Sul (6/0/06, 27/0/06, 7//06 e 30//06), duas em Água Clara (07//06 e 28//06) e duas em Chapadão do Céu (27/0/06 e 23//06). Foi realizada análise de estabilidade e adaptabilidade, para rendimento de grãos, pelo método da regressão linear bissegmentada. Os resultados indicaram que a época de semeadura exerceu influencia marcante no rendimento assim como os locais de produção. As cultivares convencionais foram mais produtivas na média dos ambientes favoráveis e desfavoráveis, apresentando performances acima da média de produtividade (3.700,99 kg/ha) quando comparadas com as transgênicas, exceto TMG 5 (RR) e TMG 2 (RR). Houve uma tendência das transgênicas serem mais sensíveis às mudanças ambientais que as convencionais, embora isso não tenha ocorrido para estabilidade. As primeiras épocas de semeadura apresentaram os melhores índices ambientais, sendo as melhores para se atingir altos rendimentos. No conjunto dos parâmetros de estabilidade e adaptabilidade a cultivar TMG 5 (RR) foi a que mais se destacou, sendo recomendável tanto para ambientes favoráveis como desfavoráveis, seguida pelas cultivares Msoy 800 e Chapadões.

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DOI: http://dx.doi.org/10.15361/1984-5529.2011v39n1%2F2p69+-+78