Métodos de extração, formas e toxicidade de alumínio na soja cultivada em solos com elevados teores de Al-KCl

Gabriel Octávio de Mello Cunha, Jaime Antonio de Almeida, Francisco Alexandre de Morais, Matheus Rodrigo Machado

Resumo


O alumínio (Al) “trocável” do solo é tradicionalmente extraído com solução de KCl 1 mol L-1 (Al-KCl). O emprego desta solução pode superestimar o Al trocável, implicando uma interpretação equivocada dos efeitos tóxicos desse elemento às plantas. O estudo objetivou avaliar, por meio de extrações químicas sequenciais (ES) e não sequenciais (ENS), as possíveis frações de Al que possam estar contribuindo para a superestimação do Al trocável e se as mesmas estão relacionadas com sua toxicidade nas plantas de soja cultivadas em casa de vegetação. Também, identificar a eficácia do KCl 1 mol L-1 em extrair somente as frações tóxicas do Al e o extrator que melhor estimou o potencial tóxico do mesmo às plantas.Para isso, foram realizadas ES utilizando os extratores, na ordem, CaCl2 0,01 mol L-1, KCl 0,1 e 1 mol L-1 e oxalato de amônio 0,2 mol L-1 e ENS com uma única extração, utilizando-se somente das três últimas soluções. O Al proveniente de polímeros amorfos foram responsáveis pela superestimação do Al-KCl. O Al extraído pelos diferentes extratores não está relacionado com sua toxicidade às plantas. Para os solos AC9 e RS não houve resposta das plantas de soja à calagem e tampouco manifestação expressiva de toxicidade de Al nas mesmas. Nos solos PE, BR e CB, o KCl 1 mol L-1 foi eficaz na estimativa do Al trocável e do seu potencial tóxico. O CaCl2 0,01 mol L-1 foi o extrator que melhor identificou o potencial tóxico do Al nos solos avaliados.


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DOI: http://dx.doi.org/10.15361/1984-5529.2019v47n2p239-255